Ministra critica imagem negativa sobre agronegócio


A ministra Tereza Cristina (Agricultura, Pecuária e Abastecimento) criticou nesta segunda-feira (6) a imagem negativa que tem sido divulgada sobre a agropecuária brasileira. Em reunião do Conselho Superior do Agronegócio (Cosag), realizada na sede da Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp), a ministra incentivou que os representantes de diferentes setores da economia contribuam para divulgar a importância da agricultura e da pecuária do país.

Durante o encontro, a ministra ressaltou que o agronegócio é um dos poucos setores que tem garantido o crescimento econômico do país e precisa ser mais valorizado como um segmento que garante a segurança alimentar do país e do mundo.

“Nós precisamos pensar como vamos comunicar o agronegócio do Brasil. Hoje, a nossa comunicação, apesar de todos os esforços, não conseguiu chegar ainda na população e mostrar a importância do nosso segmento. Eu acho que aqui seria um fórum excepcional para se trocar ideias. Nós temos aí uma série de coisas boas e isso não é falado. Então, eu peço a vocês nesta casa, com representantes de segmentos tão importantes, para mostrar a importância do agronegócio”, declarou Tereza Cristina.

A ministra citou o exemplo dos debates que ocorrem no Congresso Nacional, onde geralmente os produtores rurais são acusados de “envenenar a população”, desmatar o meio ambiente e transgredir as leis. Tereza Cristina cobrou uma forte reação do setor para combater as chamadas “fake news” e a divulgação de pesquisas de má-fé sobre a agropecuária.

“Precisamos reagir de maneira inteligente e não de maneira defensiva. Precisamos mostrar para o brasileiro a importância dessa produção que o nosso país tem. O Brasil nestes últimos 40 anos saiu de grande importador de alimentos para grande produtor e exportador de alimentos”, destacou.

A ministra lamentou ainda que muitas pessoas não tenham conhecimento sobre a origem e o processo de produção dos alimentos. E defendeu os produtores rurais brasileiros, destacando que eles seguem os protocolos de segurança e qualidade impostos por cada segmento de produção no país.

“Nós temos que achar uma estratégia para mostrar à população como é que as coisas acontecem e porque o Brasil tem essa tranquilidade, essa segurança alimentar e produtos de boa qualidade. O produtor brasileiro é muito mais avançado do que a propaganda que fazem dele”, disse.

Revitalização das unidades do Indea garantem melhorias no ambiente laboral e no atendimento ao produtor

Já chega a 21 o número de Unidades Locais de Execução do Instituto de Defesa Agropecuária do Estado de Mato Grosso (Indea-MT), que foram revitalizadas e entregues aos produtores rurais e servidores. Nos dias 13 e 14 de novembro, foram reinauguradas as unidades dos municípios de Campo Novo do Parecis, Tangará da Serra, Arenápolis, Barra do Bugres, Araputanga e Comodoro.

Além das ULEs, também foram reinauguradas as barreiras sanitárias Corixinha e Corixa, localizadas em Cáceres, na fronteira com a Bolívia. Para o servidor do Indea, Edgard de Oliveira Rosa Junior, responsável por dar suporte às barreiras sanitárias, as reformas foram feitas em momento oportuno. “Acompanho esse trabalho de fiscalização na fronteira desde o início, em fevereiro de 2007, sempre dando assistência e apoio para as barreiras. As reformas foram essenciais, em momento oportuno, pois já estavam bastante danificadas”.

De acordo com a presidente do Indea, Daniella Bueno, essa rodada de entregas veio coroar a parceria público-privada, com a revitalização de unidades estratégicas para a defesa agropecuária. “Reinauguramos duas das sete barreiras sanitárias que temos, na fronteira com a Bolívia. São locais de extrema importância para salvaguardar as nossas conquistas sanitárias, e que ainda funcionam como ponto de apoio no período de fiscalização das etapas de vacinação contra a febre aftosa, e durante o ano todo para as equipes que trabalham na vigilância veterinária”.

As obras de revitalização das unidades são realizadas com recursos do Fundo Emergencial de Saúde Animal do Estado de Mato Grosso (Fesa) e do Fundo Mato-grossense de Apoio à Cultura da Semente (Fase). O projeto contempla a reforma das 140 unidades do Indea e até a conclusão devem ser investidos R$ 9,5 milhões nas reformas, estruturação das unidades com a aquisição de mobiliários e a adequação das redes lógica e elétrica.

Para o presidente do Fesa-MT, Marco Túlio Duarte Soares, até julho de 2019 todas as 140 unidades do Indea devem ser reformadas. “Sem dúvida, é um sentimento de dever cumprido. Nessa rodada já completamos 21 unidades reformadas e entregues. Temos muito mais a frente e para nós é uma alegria muito grande de ver o brilho nos olhos dos servidores, com um ambiente melhor para se trabalhar, e para os produtores que vem buscar os serviços também vemos um nível de satisfação muito grande, isso nos motiva a continuar esse projeto e até julho de 2019, finalizaremos todas as unidades”.

A representante do Fase-MT, Eloiza Zuconelli, destacou a união de esforços para a concretização do projeto. “É a concretização de um projeto que foi pensado e feito a várias mãos, e agora nas entregas conseguimos ver que foi muito bem realizado. Não é apenas um prédio novo, mas sim, uma nova perspectiva. Temos a satisfação em ver a alegria das lideranças das unidades do Indea com as mudanças, e dos produtores com a melhoria na prestação dos serviços”.

Para o superintendente Federal de Agricultura em Mato Grosso (SFA/MT), José de Assis Guaresqui, é o retorno dos recursos pagos pelo produtor sendo devolvido em melhorias e qualidade de atendimento. “Essa parceria entre a iniciativa privada e setor público tem sido sempre no sentido de buscar, cada vez mais, oferecer um serviço de qualidade e também de devolver os impostos pagos pelo produtor”.

“Sabemos da importância do Indea para o município, parabenizamos todos os servidores, e ficamos felizes pois certamente os produtores contarão com uma estrutura melhor para o atendimento”, disse o prefeito de Comodoro, Jeferson Ferreira Gomes.

Estiveram presentes nas reinaugurações os servidores do Indea, o vice-presidente da Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat), Amarildo Merotti, o presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Mato Grosso (Famato), Normando Corral, e autoridades municipais.

Vistoria

Na quarta-feira (14.11), os gestores do Indea e Fesa estiveram na ULE de Pontes e Lacerda, para a vistoria da obra de revitalização. Na ocasião, foi avaliada a possibilidade de mudança de local para o funcionamento da unidade.

Unidades do Indea são revitalizadas e garantem mais conforto a servidores e produtores rurais

 

Cinco unidades do Instituto de Defesa Agropecuária (Indea-MT) foram revitalizadas por um convênio realizado entre o Governo do Estado de Mato Grosso, o Fundo Emergencial de Saúde Animal do Estado de Mato Grosso (Fesa) e o Fundo Mato-grossense de Apoio à Cultura da Semente (Fase). Foram reinauguradas as Unidades Locais de Execução (ULEs) de Lucas do Rio Verde, Cláudia, Marcelândia, Sinop e Matupá.

De acordo com a presidente do Indea, Daniella Bueno, dentro de 60 dias mais 40 unidades já devem estar prontas. “As unidades revitalizadas farão diferença tanto para o produtor rural que contará com um espaço melhor quanto para o servidor do Indea, que terá um ambiente laboral de melhor qualidade”.

Para o presidente do Fase, Gutemberg Carvalho Silveira, as reformas materializam os recursos arrecadados pelos produtores rurais. “Estamos devolvendo esse recurso em prestação de serviço para a comunidade, para o produtor rural que é usuário dos serviços prestados pelo Indea e também para os servidores.”.

O presidente do Fesa, Marco Túlio Duarte Soares, afirma que o sentimento é de dever cumprido. “Em breve 40 unidades serão entregues, e nosso objetivo de reformar todas as 140 unidades do Indea será alcançado de forma integral. Para nós, reformar as unidades  é devolver aquilo que é recolhido pelo produtor e dar um pouco mais de dignidade para os servidores em seu espaço de trabalho e também mais comodidade ao produtor rural, como tem  unidades do Indea  em todos os municípios, a grande maioria dos produtores serão comtemplados. A maioria das unidades foi construída há mais de duas décadas atrás e nesse período,  o rebanho do estado de Mato Grosso que é o maior do país mais do que dobrou, atingindo mais de 30 milhões de cabeças e as unidades não acompanharam essa evolução e estavam com espaço e conforto defasados “

Segundo o pecuarista de Sinop, Wilson Martinelli, a obra atende à uma solicitação antiga dos produtores da região. “A atual instalação do Indea atende a necessidade dos produtores de Sinop, com maior espaço e que certamente irá proporcionar mais agilidade no atendimento”.

O pacote de obras contempla a reestruturação das unidades com a aquisição de mobiliários, adequação das redes lógica e elétrica, pintura e outros serviços. Os fundos estão investindo cerca de R$ 9,5 milhões nas reformas, e tem o objetivo de revitalizar todas as 140 unidades do Indea. Além dessas 5 unidades citadas, Juina e a da capital já foram entregues.

 

Advogado tributarista esclarece dúvidas de produtores e contadores na 46ª Exposul

O recolhimento retroativo do Funrural tema cercado de muitas dúvidas fechou a Vitrine Agropec, na tarde desta quinta-feira (09-08), no anexo do Tatersal de Elite da 46ª Exposul. Com um público formado de produtores rurais, advogados e contadores atentamente ouviram os esclarecimentos do advogado tributarista Eduardo Gregório Lourenço Junior.

As principais dúvidas apresentadas pelos contribuintes e produtores rurais em suas palestras, segundo Gregório Júnior, ficam direcionadas a dois pontos específicos. “De forma geral os questionamentos são relacionados à inclusão ou não dos débitos no momento da adesão ao parcelamento e se existe alguma possibilidade de alteração na jurisprudência no Supremo Tribunal de Justiça (STF) em deixar de pagar aquele Funrural devido. Então nós tentamos demostrar toda a situação fática do que está acontecendo, para que ele de posse de todas as informações decida pela adesão ou não pelo parcelamento”, explicou.

A possibilidade parcelamento das dívidas do Funrural faz parte do Programa de Regularização Tributária Rural do Governo Federal, lançado no início desde ano que prevê com possibilidade de quitação do débito em até 176 parcelas. “Na nossa visão o parcelamento é muito benéfico, com descontos de 100% de juros, multas, dos encargos legais e honorários das ações se torna muito atrativo. Mas é importante o contribuinte ficar atento para o prazo final para adesão que é 30 de outubro, há especulações que possa ser prorrogado, mas por enquanto nada oficial, então é interessante que não se deixe para última hora, pois a adesão é um procedimento complexo”, disse o advogado.

Para o contador Waldemar Akira a palestra serviu para tirar várias dúvidas, já que sua carteira de clientes é composta por muitos produtores rurais. “Foi muito proveitosa a palestra aos contadores e produtores, porque no meio existe ainda muita dúvida e aqui conseguimos sanar a maioria delas. A principal questão que fica é se paga ou não paga o Funrural, porque o Supremo entende uma coisa e o Congresso fala outra coisa e pelo que nós contadores entendemos e pelo entendimento do Eduardo Gregório também é praticamente obrigatório o pagamento”, conclui o contador.

O imposto – O Funrural é o imposto incidente sobre a receita bruta proveniente da comercialização da produção rural. Ele é composto do INSS, da contribuição para o Senar e do RAT, e o que gera muita dúvida sobre o tema é de quem é a obrigação pelo recolhimento dessa contribuição. As determinações sobre esse recolhimento são determinadas pela Receita Federal, na Instrução Normativa 971/2009. De acordo com essa norma, a responsabilidade pelo recolhimento será do produtor rural pessoa física quando comercializar sua produção diretamente com o adquirente domiciliado no exterior, o consumidor pessoa física no varejo, outro produtor rural pessoa física e o segurado especial.

Em relação ao produtor rural pessoa jurídica, o recolhimento será de sua responsabilidade quando comercializar sua própria produção rural. Será da empresa adquirente na condição de sub-rogada nas obrigações do produtor rural pessoa física e do segurado especial.

Rússia e Brasil discutem ampliação do agronegócio

Comitê Agrícola Russo-Brasileiro será fórum para aumentar trocas e países designarão facilitador para contato bilateral

Em missão na Rússia, o secretário executivo do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Eumar Novacki, discutiu nesta sexta-feira (3), com o vice-ministro russo da Agricultura, Evgeny Gromyko ampliar a cooperação no setor agrícola. Um dos fóruns sugeridos para estreitar o contato bilateral e discutir problemas da pauta de comércio foi o Comitê Agrícola Russo-brasileiro, que está sendo restabelecido e que se reunirá ordinariamente, em Brasília, na véspera da reunião deste ano da Comissão Russo-brasileira de Alto Nível de Cooperação.

A proposta é promover encontro separado para os representantes dos círculos de negócios dos dois países. Na conversa desta sexta-feira, houve concordância em aumentar a troca de produtos. Além dos trâmites diplomáticos, ficou acertado que serão feitos contatos de governo a governo diretamente por e-mail, sendo designado um facilitador exclusivo de ambas as partes para dar agilidade às demandas recíprocas e ainda o fechamento de uma parceria científica para pesquisas com a Embrapa.

Do lado brasileiro, há interesse em organizar a importação de trigo russo, uma vez que já foram estabelecidas questões de ordem fitossanitárias. Novacki visitará, em Moscou, a Prodexpo, feira internacional do setor de alimentação, a maior da Rússia e do Leste Europeu.

Uma missão russa virá ao Brasil, no próximo mês, a fim de reabilitar frigoríficos que já exportavam para o país. Ficou ainda definida ampliação de vendas do Brasil de lácteos, frangos e suínos e a facilitação para aquisição de fertilizantes russos.

Fonte:MAPA

Fundo gerido pela Aprosmat entrega automóveis e equipamentos para o Indea-MT

O governador Pedro Taques entregou 28 novos veículos, modelo picape Strada, que vão reforçar o trabalho de fiscalização do Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso (Indea-MT). A entrega foi realizada na última sexta-feira (20), na sede do Instituto. Além de veículos, também foram entregues 150 aparelhos GPS, 150 computadores e 292 no-breaks.
“O setor produtivo do Estado tem trabalhado muito e estamos juntos para fazer com que o Indea possa mostrar que pode conquistar mercados internacionais. Veja a questão da peste suína clássica, que devido ao trabalho do Indea, estamos livres desse mal”, exemplificou o govenador Pedro Taques.
Os veículos vão auxiliar na atividade de fiscalização das rodovias, postos estaduais, barreiras internacionais e na fronteira com a Bolívia. As picapes foram adquiridas com recursos provenientes de convênio entre o Governo de Mato Grosso e o Fundo de Apoio da Cultura da Semente (fundo gerido pela Aprosmat), no valor de R$ 3.267.922,00 milhões.
Elas serão utilizadas nos municípios de: Nova Xavantina, Querência, Alta Floresta, Nova Monte Verde, Denise, Nova Olímpia, Barra do Garças, Torixoréu, Cáceres, Porto Esperidião, Cuiabá, Rosário Oeste, Juína, Cotriguaçu, Ipiranga do Norte, Nova Mutum, São José do Rio Claro, Sorriso, Matupá, Terra Nova do Norte, Pontes e Lacerda, Sapezal, Alto Araguaia, Campo Verde, Dom Aquino, Confresa, Sinop e Jaciara.
“Estamos há dois anos aparelhando o Indea, e são investimentos que dão melhores condições ao fiscal do instituto na defesa sanitária vegetal e animal. Mato Grosso certifica e dá garantia de seus produtos por meio do Indea, por isso, exportamos para mais de 120 países”, destacou o presidente Guilherme Nolasco.
De acordo com o secretário de Desenvolvimento Econômico de Mato Grosso, Ricardo Tomczyk, as parcerias são as principais responsáveis por manter o mercado de defesa sanitária.
“Temos uma defesa sanitária e animal compatível com o Estado. Este potencial só é possível porque o setor privado do agronegócio se organizou por meio da União e de recursos financeiros administrados pelas entidades, que garantem as ações do setor, pois sem isso o campo não sobrevive, não conquista o mercado e não avança”, afirmou Tomczyk.

Fonte: Evelyn Ribeiro | Gcom-MT

Valor da Produção de 2016 fecha em R$ 527,9 bilhões

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Resultado se deveu principalmente à quebra de safra por razões climáticas
O ano de 2016 encerrou com Valor Bruto da Produção (VBP) de R$ 527,9 bilhões, 1,8% abaixo do valor de 2015, que foi de R$ 537,5 bilhões. As lavouras tiveram redução no valor de -1% e a pecuária, de -3,2%. Nas lavouras, houve retração de valor da produção de milho, algodão e tomate. Na pecuária, pesaram mais as carnes bovina e suína e o leite, afetados pelos preços mais baixos. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (13) pela Secretaria de Política Agrícola (SPA) do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).
De acordo com a análise do coordenador-geral de Estudos e Análises da secretaria do Mapa, José Garcia Gasques, o aspecto mais marcante do ano que encerrou foram as secas que afetaram diversas atividades, especialmente no Cerrado e na região Nordeste. Os levantamentos de safras da Conab indicaram redução da safra de grãos da ordem de 21,1 milhões de toneladas em relação a 2015, e o IBGE registrou queda de produção de 25,7 milhões de toneladas de grãos. Foi a maior quebra de safra que esses órgãos registraram nos últimos 40 anos.
O melhor desempenho do ano foi apresentado por um grupo no qual destacam-se a banana com aumento no VBP de 50,1%, batata-inglesa, 26,1%, café, 20,8%, feijão, 26,2%, trigo, 28,7% e maçã, 13,2%. Na pecuária, os destaques são para a carne de frango, 3% de aumento no VBP, e ovos, 4,8%.
Entre as atividades que tiveram redução do VBP, destacam-se o algodão, – 12,1%, amendoim, – 11,3%, arroz, -9,5%, cacau, – 14,7%, cebola, -11,3%, fumo – 29,1%, laranja, -11,4%, mamona, -41,0%, tomate, -47,9% e uva, -13,4 %. Outros tiveram também redução de valor como o milho e mandioca, porém em grau menor. Na pecuária, reduções ocorreram na carne bovina, -5,6%, carne suína, 10,7% e no leite, 7,8%.
Os dados por Região mostram que o Sul continua liderando o valor da produção, com R$ 155,78 bilhões, seguida pelo Sudeste, R$ 145,61 bilhões, Centro-Oeste, R$ 145,38 bilhões, Nordeste, R$ 42,44 bilhões, e finalmente, Norte, R$ 32, 15 bilhões. Pela primeira vez nestes últimos quatro anos, o faturamento do Sudeste é maior do que o do Centro-Oeste. “Esta alteração de posição ocorreu principalmente pelo bom resultado de Minas Gerais com o café Arábica”, ressalta Gasques.
Os resultados por Unidades da Federação ressaltam perdas acentuadas de faturamento no Piauí, e na Bahia, ambas afetadas pelas secas que atingiram as lavouras de soja, de milho e de algodão.
Previsão para VBP 2017
Para 2017, os primeiros resultados mostram previsão de faturamento de R$ 545 bilhões, refletindo a melhoria de resultado da maior parte das atividades das lavouras e da pecuária. Entre as lavouras há forte crescimento do valor esperado de soja, milho, cana de açúcar, feijão, algodão. As projeções para a pecuária são mais modestas.

Fonte: MAPA

NOTA CONJUNTA DE REPÚDIO

A Associação Brasileira dos Produtores de Sementes de Soja (ABRASS), em conjunto com a Associação Goiana dos Produtores de Sementes e Mudas (AGROSEM), a Associação dos Produtores de Sementes dos Estados do MATOPIBA (APROSEM) e a Associação dos Produtores de Sementes de Mato Grosso (APROSMAT), repudia veementemente o samba enredo da escola de samba Imperatriz Leopoldinense, intitulado “Xingu, o clamor da floresta”, a ser cantado no carnaval deste ano no Rio de Janeiro.

Com alas chamadas “Fazendeiros e Seus Agrotóxicos” e “Pragas e Doenças”, o enredo de 2017 da Imperatriz Leopoldinense vem carregado de desinformação sobre a realidade do agronegócio brasileiro, quando chama-o de “belo monstro” que “rouba as terras dos seus filhos, e acaba com as matas e seca os rios”.

O setor produtivo de semente de soja não pode fechar os olhos para as inverdades que o enredo cita, tendo em vista que o carnaval carioca é uma festa que atrai os olhares do mundo todo. Não se pode defender os índios denegrindo o agronegócio.

É importante ressaltar que o Brasil, entre os principais países produtores agrícolas, é o que mais preserva suas matas nativas. O agronegócio não rouba as terras de seus filhos, pelo contrário, cuida das terras em que produz e garante o alimento de cada dia de toda uma nação.

Aos autores do samba enredo, faltou o conhecimento sobre a importância do agronegócio brasileiro aos olhos do mundo, pois o Brasil, que por muitos anos foi um grande importador de alimentos, hoje é um dos maiores exportadores, campeão mundial de produção de grãos e de proteína animal. Além de apresentar resultados significativos em geração, transferência e adoção de tecnologias e pesquisas.

Apesar da crise econômica que o Brasil vem enfrentando, o agronegócio brasileiro tem assegurado a geração de emprego e renda no País e é responsável por 22% do PIB Nacional. Segundo dados divulgados pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), o Valor Bruto da Produção (VBP) da soja, por exemplo, é de R$ 118 bilhões, que representa 32,3% do VBP agrícola. Esse dado representa a evolução do desempenho das lavouras ao longo dos anos e corresponde ao faturamento dentro do abastecimento.

Sobre os agrotóxicos, é importante destacar que, devido ao clima tropical do Brasil, muitas pragas e doenças se desenvolvem. Para garantir a produção e qualidade dos alimentos que chegam ao consumidor final, é preciso fazer um controle defensivo. Sem esse monitoramento, a produção alimentícia pode cair pela metade, o que resultaria na falta de abastecimento das refeições.

As entidades ABRASS, AGROSEM, APROSEM e APROSMAT, em nome de todos os seus associados, não poderiam deixar de se posicionar diante dessa injustiça a este segmento que tem garantido resultados positivos ao Brasil.

Marco Alexandre Bronson e Sousa
Presidente da ABRASS

José Fava Neto
Presidente da AGROSEM

Laerte Baechtold
Presidente da APROSEM

Gilberto Flávio Goellner
Presidente da APROSMAT

Produção de grãos deve registrar recorde de 215 milhões de toneladas

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O aumento esperado de 15,3% se deve a maior produtividade e melhor expectativa em relação ao clima
A estimativa de produção de grãos para a safra 2016/17 é de 215,3 milhões de toneladas, com aumento de 15,3% ou de 28,6 milhões de toneladas em relação a safra anterior de 186,7 milhões toneladas. Os dados são do 4º Levantamento feito pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), que foi divulgado nesta terça-feira (10).
O resultado positivo se deve à produtividade média das culturas, em recuperação da influência negativa das condições climáticas da safra passada. A área total também tem previsão de ampliação em 1,3% ou de 745,6 mil hectares, quando comparada à safra anterior, podendo chegar, no total, a 59,1 milhões de hectares.
Para a soja, a projeção é de crescimento de 8,7% na produção, podendo atingir 103,8 milhões de toneladas, com aumento de 8,3 milhões de toneladas. A área é 1,6.% maior. O milho de primeira safra deverá alcançar 28,4 milhões de toneladas, com aumento de 9,9% ou de 2,5 milhões de toneladas frente à safra 2015/16 com ampliação de 3,2 % na área.
O feijão primeira safra deve obter 1,3 milhão de toneladas, resultado 25,7% superior à safra passada, enquanto para o arroz a previsão é de 11,6 milhões de toneladas e aumento de 9,7%. Já o algodão pluma deve crescer 10,1% e chegar a 1,42 milhão de tonelada, apesar da redução de 5,2% na área cultivada. Algodão e arroz tiveram redução de área, devido a substituição pelo cultivo de soja, o que não ocorreu com as demais culturas de primeira safra.
Final da safra de inverno 2016
A produção de trigo cresceu 21,5% acima dos números de 2015 e alcançou 6,7 milhões de toneladas. A cevada teve crescimento de 42,5% na produção, que será de 374,8 mil toneladas graças à recuperação da produtividade. Também a canola e o triticale apresentaram aumento de área e de produtividade. A canola produziu 71,9 mil toneladas e o triticale, 68,1 mil toneladas.
Fonte: Mapa