Estudo para avaliar desempenho da qualidade de sementes de soja e algodão pode garantir economia a produtores de MT

 

Visando avaliar o vigor, a germinação e o desempenho da qualidade da semente de soja e algodão em locais com diferentes temperaturas, e também acompanhar o consumo de energia elétrica durante o período do experimento, Associação dos Produtores de Sementes de Mato Grosso (Aprosmat), juntamente com a Universidade Federal de Pelotas (UFPEL), como apoio do Instituto Mato-grossense do Algodão (IMA MT) criaram o projeto “Qualidade Fisiológica da Semente de Soja e Algodão em Diferentes Temperaturas de Armazenamento”.

Iniciado em março de 2018, o estudo vem acompanhando o desempenho de variedades de sementes por oito meses, período equivalente a uma safra. A armazenagem dos grãos está sendo feita em seis salas separadas, sendo que, uma sala é mantida em temperatura ambiente e as outras cinco as faixas de temperatura variam entre 10, 13, 16, 19 e 21°C.

O estudo é realizado com variedades de ciclo precoce, médio e tardio e, vigor médio e alto. Durante os oito meses, a cada 45 dias as (espécies) sementes passam por uma avaliação em laboratório feita por especialistas e pesquisadores da UFPEL.  Neste caso a ideia é criar condições controladas de temperaturas e de umidades, utilizando equipamentos que consomem menos energia. Garantindo eficiência técnica e, ao mesmo tempo, viabilidade econômica de um processo. Além de descobrir se a qualidade da semente está sendo mantida.

“É notório por todos a relação direta que existe entre a qualidade da semente e a produtividade de uma lavoura de soja. Porém, para isso é preciso que a qualidade da semente seja preservada até o momento da efetiva utilização, ou seja, na semeadura. Com isso faz-se necessário um eficiente processo de armazenagem. Vale ressaltar que o processo de armazenagem não melhora a qualidade do lote da semente, apenas mantém. Temperatura e umidade são os dois fatores mais importantes no armazenamento, esses dois procedimentos em baixa são desejáveis. E, sementes imaturas e danificadas não são propícias ao armazenamento, enquanto as sementes maduras e não danificadas são ideais”, explicou o professor e pesquisador da UFPEL, Géri Eduardo Meneghello.

A razão fundamental do armazenamento está vinculada à preservação da qualidade fisiológica e sanitária das sementes, pela redução da contaminação por pragas e da incidência de micro-organismos e minimização da taxa de deterioração, que não pode ser impedida, mas a aceleração do processo pode ser minimizada por meio de procedimentos adequados de produção, colheita, secagem, beneficiamento, transporte e armazenamento. Reduzir a velocidade e os efeitos da deterioração nas sementes são metas prioritárias do armazenamento.

Essa soma de esforços entre as instituições busca resultados benéficos tanto para o agricultor, como para o produtor de sementes. Considerando a qualidade das sementes e os custos de armazenamento, os produtores poderão saber, com exatidão, quais as condições que devem ser efetivamente utilizadas no processo de armazenagem. Já os agricultores, por sua vez, estarão mais seguros que a eles será oferecida uma semente com maior potencial produtivo.

 

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