Produção de grãos sinaliza recorde final de 253,7 milhões de toneladas

 

– Foto: iStock/Mapa

O número representa um crescimento de 4,8% sobre a produção da safra passada. O carro-chefe dos grãos é comandado pela soja e milho
A produção de grãos da safra 2019/20 do Brasil caminha para o desfecho final de mais um recorde, com a marca de 253,7 milhões de toneladas. Isto representa um crescimento de 4,8% ou o equivalente a 11,6 milhões de toneladas sobre a produção da safra passada. O carro-chefe dos grãos é comandado pela soja e milho, que garantem quase 90% da produção nacional.

Os dados podem ser conferidos no 11º Levantamento de Grãos realizado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e divulgado nesta terça-feira (11).

Com o final próximo da colheita da primeira e segunda safra das commodities, o estudo passa a analisar as culturas de terceira e de inverno, de olho no comportamento climático que vem favorecendo as lavouras até agora. A soja já tem garantida a produção recorde estimada em 120,9 milhões de toneladas, com ganho de 5,1%.

Também o milho total, recorde assegurado pelos seus 102,1 milhões de toneladas, já encerrou a primeira safra e caminha para o fechamento da segunda, dependendo de 1,5% da contribuição das lavouras cultivadas na região do Sealba (Sergipe, Alagoas e nordeste da Bahia).

Enquanto isso, as culturas de inverno (aveia, canola, centeio, cevada trigo e triticale) finalizam o plantio neste mês. A estimativa é de crescimento de 12,1% na área plantada, com destaque para o trigo, que sinaliza um crescimento de 14,1% e alcance de 2,33 milhões de hectares. A depender da ajuda climática, a produção deve chegar a um recorde de 6,8 milhões de toneladas. O Brasil só ultrapassou a marca dos 6 milhões de toneladas de trigo em 4 ocasiões na série histórica, sendo esta a maior, caso se confirmem as estimativas.

Os demais produtos que integram a cadeia de grãos, como algodão, arroz e feijão, caminham também para a finalização da colheita, com um desempenho de produção acima do produzido no último período. O arroz deve crescer 6,6% e colher 11,2 milhões de toneladas. Dessas, 10,3 milhões em áreas de cultivo irrigado.

Por sua vez, o algodão aumenta 5,4%, prevendo uma produção de 2,93 milhões de toneladas de pluma. E o feijão total cresce 5,4%, alcançando 3,18 milhões de toneladas, dependendo da terceira safra que está em fase de colheita. Mais da metade dessa colheita (1,9 mi t) é da espécie comum cores.

Exportações

A história de recordes da safra continua. No caso da soja, o mercado indica uma estimativa de exportações sem igual este ano, com 82 milhões de toneladas, devido à expectativa de câmbio elevado e as negociações antecipadas que estão ocorrendo.

Também o arroz tem boas perspectivas de mercado, com exportações recordes e crescimento do consumo interno, o que leva à redução nas estimativas de estoques de passagem do setor. Para a safra atual, com uma balança comercial superavitária estimada em 400 mil toneladas e crescimento do consumo, projeta-se preço elevado ao longo de todo o período de comercialização da nova safra.

Fonte: MAPA

Artigo – Regularização fundiária: combate ao crime

Deputado Federal Alceu Moreira Foto: Alan Santos/PR

É consenso que a ocupação irregular de terras no Brasil é um grande desafio que precisa ser encarado de frente. Uma mistura histórica de políticas mal regulamentadas com a falta de capacidade estrutural e financeira. A versão de que regularizar é premiar irregularidades não se sustenta porque não é verdadeira. Criminosos responsáveis por queimadas devem ser tratados como assunto de polícia e não de governo ou da política.

A Frente Parlamentar Agropecuária (FPA) apoia todas as políticas públicas para o desenvolvimento sustentável. Por isso defende que regularizar gera renda e emprego, garantindo dignidade e segurança. Produtores sem registro de propriedade são como cidadãos sem RG ou CPF, não tendo acesso a crédito e programas governamentais.

Nesse intuito, temos buscado consensos junto à Frente Ambientalista numa clara sinalização de que queremos segurança jurídica e apoiamos medidas de sustentabilidade. Tanto que há poucos dias aprovamos a ratificação do Protocolo de Nagóia, texto que tive a honra de ser relator, assim como a legislação do acesso ao patrimônio genético, aprovada em 2014.

O projeto sobre regularização, de autoria do deputado Zé Silva, em análise na Câmara, atende até 6 módulos fiscais e deve beneficiar 116 mil imóveis, numa área de 15,4 milhões de hectares. O texto propõe o atendimento a pequenos produtores, ocupantes da terra e sem qualquer conflito. Algumas dessas propriedades datam de épocas em que o próprio governo estimulou a ocupação.

Com a regularização fundiária, sem sombra de dúvida, temos a oportunidade de não apenas cuidar para que não haja incêndio ou desmatamento ilegal, como podemos atribuir a responsabilidade aos verdadeiros criminosos.

Segundo o INCRA, a medida deve observar 96% dos requerimentos já protocolados. Os demais, ou seja, os 4% restantes, poderão obter a regularização de suas terras a partir da fiscalização presencial, como já ocorre. Todos os processos serão cruzados com a base de dados dos órgãos governamentais e, só após isso, a titulação poderá ser deferida.

Ora, como alguém que conheça ou debata o tema pode dizer que a proposta beneficia a grilagem? Mais do que isso, foi remetido ao Ibama banco de dados interligado ao Incra para garantir que questões ambientais, trabalhistas e documentais sejam cumpridas, sob pena da propriedade não ser beneficiada.

O Brasil precisa ser compreendido por suas dimensões e especificidades de cada bioma. Temos 66% do nosso território preservado e uma das legislações ambientais mais rígidas do mundo. Ninguém preserva tanto quanto o Brasil, sendo o produtor rural o maior interessado nisso porque depende da terra para o seu sustento.

Acordemos para a nossa vocação e sigamos o caminho do abastecimento alimentar global com a maior floresta preservada da humanidade. Sem mentiras ou interesses escusos daqueles que se vestem de cordeiros, mas na verdade são lobos, com interesses pouco relacionados ao bem do nosso país e da nossa gente.

Alceu Moreira (MDB/RS)
Deputado Federal e Presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA)

Perfil

Alceu Moreira, 66 anos, é deputado federal em terceiro mandato. Atualmente preside a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), o MDB/RS e o Conselho Curador da Fundação Ulysses Guimarães (FUG). Já foi deputado estadual reeleito, presidente da Assembleia Legislativa do RS, secretário de Estado da Habitação, prefeito reeleito, vice-prefeito e vereador em Osório.

“Conectividade não é opção, e sim necessidade para tornar a agricultura mais competitiva,” diz deputado Zé Silva

Para permitir a aplicação de recursos na área de telefonia móvel rural tramita no senado o PL 172/2020

Máquinas modernas, informações essenciais para tomada de decisão do produtor, maior eficiência e menor custo de produção são elementos que fazem parte da automação na produção de alimentos. A conectividade como insumo básico para a agricultura moderna no país foi o tema da live, dessa terça-feira (14), do Conexão Brasília.

Por meio de vídeo conferencia, o especialista Sérgio Gonçalves Dutra, assessor de projetos do Instituto Mato-Grossense do Algodão (IMAmt), explicou como cresceu a agropecuária brasileira e o avanço da conectividade no campo. “Agricultura tropical está cada vez mais competitiva, com as informações em tempo real vamos ter condições de potencializar o que temos de recursos naturais.”

A agricultura digital (Agricultura 4.0) reúne instrumentos com a função de coletar e analisar dados sobre o clima, solo, lavouras e equipamentos. Mateus Barros, líder do Negócio de Agricultura Digital da Bayer para a América Latina (Conectaragro) diz que as novas tecnologias estão transformando a produção no campo, mas não é a realidade em grande parte das propriedades rurais no país.

“O nosso campo é muito fértil e temos o desafio de produzir de maneira mais eficiente e sustentável. O mercado consumidor está cada vez mais exigente. Com o Conectaragro o produtor tem à disposição, por exemplo, tecnologias que auxiliam tanto nos aspectos operacionais quanto nas decisões estratégicas do negócio,” disse.

Dados do último Censo Agropecuário do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), de 2018, revelam que 72% (cerca de 5,07 milhões) das propriedades rurais se encontram sem conectividade, na qual 50% das propriedades estão na Região Nordeste e 91% tem até 100 hectares. “Enxergando o diálogo do agro, temos uma camada de produção e pessoas que precisam estar conectadas. Com as telecomunicações será uma forma de levar mais conhecimento ao produtor e crescer a produção de alimentos,” afirma Daniela Martins, gerente de Relações Institucionais e Governamentais do SindiTelebrasil.

Conectividade no Campo – para permitir a aplicação de recursos na área de telefonia móvel no campo tramita no senado o PL 172/2020. Relator da medida aprovada na Câmara dos Deputados (PL 1481/07), o deputado Vinicius Poit (Novo-SP) ressaltou que o recurso do Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações (Fust) – cerca de R$ 21,8 bilhões acumulados – deve estimular “os serviços de telecomunicações para reduzir desigualdades regionais e o desenvolvimento de novas tecnologias de conectividade rural.”

Zé Silva (SD-MG), autor do PL na Câmara, disse que o processo de modernização das propriedades rurais não é mais uma opção, e sim uma necessidade para tornar a agricultura brasileira mais competitiva. “Seguramente, quem ganha é o Brasil: é o grande, médio e pequeno agricultor de cada grotão desse país. Estamos trabalhando o texto no Senado para a modernidade da internet das coisas, cobertura 5G, chegue no campo.”

CEO da Datora Telecom e presidente do conselho da Telcomp, Tomas Fuchs, enfatizou que para chegar à conectividade em todas as propriedades rurais no país é necessário a parceria do Agro com as grandes operadoras de telecomunicações. “Precisamos de empresas que vão iluminar as fazendas na parte de telefonia móvel e as aplicações: não adianta ter a internet 5g e não ter soluções para o campo.”

Segundo estudo encomendado pelo BNDES, o ganho econômico estimado para o campo brasileiro com a adoção da Internet das Coisas (IoT) será de US$ 21 Bilhões em 2025, além de melhorias socioambientais.

Aprosmat completa 4 décadas de atuação em pesquisa e fortalecimento do setor de sementes

Sede da Aprosmat em Rondonópolis

Nascida em 10 de junho de 1980, a Associação dos Produtores de Sementes de Mato Grosso (Aprosmat) com sede em Rondonópolis (Mato Grosso), completa 40 anos história. A associação acompanhou a evolução significativa do agronegócio, ditando desde o início, o seu ritmo inovador, buscando cada vez mais, o avanço técnico através de ferramentas e capital humano com que ampara os atuais 33 associados.

 

A Aprosmat tem o desafio de se preparar para o futuro, o qual será cada vez mais digital e de novas tecnologias. Ela entende que estar no futuro é seguir investindo na qualificação de pessoas, otimizar processos, reduzir custos de forma sustentável, apoiar o uso sustentável de recursos, amparar o meio ambiente e projetar o setor sementeiro para os novos cenários que virão através da agricultura moderna, preparando-nos para os próximos 40 anos.

 

CAPACITAÇÃO, QUALIFICAÇÃO E INFORMAÇÃO – A cada demanda e desafio estabelecido pelos sementeiros safra a safra, ocorre a capacitação da equipe de profissionais da entidade e associados que lidam diretamente com as sementes. Periodicamente são realizados cursos e oficinas para analistas de sementes, ministrados por pesquisadores renomados da área.

 

Com o objetivo de disseminar todo o portfólio de conhecimento nestes 40 anos e também trazer o que há de mais atual no setor de pesquisa sobre sementes, a Aprosmat realiza as rodadas técnicas que percorrem as principais regiões produtoras de sementes de Mato Grosso, oferecendo palestras de pesquisadores, especialistas e referências da área das sementes. Anualmente a associação percorre o estado levando informação e conhecimento ao público interessado, atuando na proposição de políticas voltadas ao atendimento das necessidades do setor.

Além das oficinas, rodadas e palestras técnicas, a associação também investe no desenvolvimento humano por meio de programas de motivação e liderança, como foi o caso da rodada com o multicampeão da vela Lars Grael, ocorrida em 2019. O evento passou por seis cidades levando uma perspectiva diferente sobre as dificuldades enfrentadas dentro da lavoura e fazendo um paralelo do que o desportista passou em sua vida.

 

Com as constantes tecnologias lançadas no agronegócio mundial, a Aprosmat proporciona aos seus associados missões internacionais, como CSS & Seed Expo, em Chicago, no estado americano de Illinois. Com programação de palestras, exposição de máquinas, reuniões com multinacionais, ampliando o conhecimento e expandindo o networking dos integrantes do grupo ligados ao setor sementeiro.

 

SOLIDARIEDADE – Sempre com um olhar voltado para comunidade, neste momento de luta contra o Covid-19, a Aprosmat em conjunto com Associação Agroligadas e Cooperfibra realizaram a doação de EPIs para o Hospital Regional Irmã Elza Giovanella de Rondonópolis. A ação solidária tem como objetivo auxiliar no combate e prevenção ao coronavírus (Covid-19), também sendo contemplados na capital, a Santa Casa Misericórdia e o Hospital Júlio Muller, além do Hospital Municipal de Campo Verde, no interior do estado.

 

Para marcar estas quatro décadas que serviços prestados ao agro regional e brasileiro, a associação lança o projeto “Aprosmat Solidária”, que visa realizar ações nas áreas da educação, saúde, meio ambiente e prevenção ao Covid-19, em cidades onde a associação se faz presente, como Alto Araguaia, Alto Garças, Alto Taquari, Pedra Preta, Rondonópolis, Primavera do Leste, Campo Verde, Cuiabá, Tangará da Serra e Campo Novo do Parecis.

LABORATÓRIOS – O investimento em subsidiar de todo tipo de informações os produtores de sementes passa pela implantação de três laboratórios, sendo o laboratório de análise de sementes, laboratório de nematologia e laboratório de sanidade.

 

O Laboratório de Análises de Sementes da Aprosmat foi criado em 22 de maio de 1989. Executa suas atividades em instalações próprias, possui estrutura adequada e equipamentos apropriados, bem como profissionais qualificados para a realização, interpretação e apresentação dos resultados das análises de qualidade e detecção de OGM. A busca constante por avanços e melhoria em sua qualidade, permitiu que fosse recentemente admitido como membro da International Seed Testing Association (ISTA).

 

Através do compromisso de adoção e implementação do Sistema de Gestão da Qualidade, respaldado nos requisitos da norma NBR ISO/IEC 17025:2005, desenvolve trabalhos confiáveis que asseguram a qualidade, baseados nas Regras para Análise de Sementes (RAS) e demais padrões e legislações aplicáveis.

 

O laboratório realiza análises da qualidade na fase de pré-colheita, verificação da qualidade, análise de produção e acompanhamento pós-venda. Para assegurar a exatidão dos resultados obtidos no laboratório, a Aprosmat investe em sua estrutura física e na informatização dos trabalhos desenvolvidos com registro das análises no momento da execução, proporcionando agilidade e proteção de informações.

 

O grande diferencial do LAS Aprosmat está na excelência de sua equipe técnica, sendo esta constantemente submetida a treinamentos e reciclagens de conhecimento para desempenhar suas funções nos mais altos padrões de qualidade.

 

O Laboratório de Nematologia iniciou as atividades em 1º de março de 2007, objetiva-se estabelecer como uma empresa de excelência em análises nematológicas. A qualidade dos serviços prestados e a satisfação de seus clientes são prioridades para o Laboratório, pois busca prestar serviços na área, assegurando a confiabilidade dos resultados das análises através da implementação de políticas da qualidade e dos procedimentos, em atendimento aos requisitos da Associação Brasileira de Normas Técnicas – ABNT NBR ISO/IEC 17025:2005. Mantém seus colaboradores treinados e atualizados, além de dispor de equipamentos de última geração e estrutura física. Devido à sua posição estratégica, atende clientes de todo o território nacional.

 

Entre os testes realizados estão a identificação e quantificação de nematoides fitoparasitas associados a diversas culturas (soja, algodão, milho, etc.); nematoide de cistos Heterodera glycines (nematoide de cisto da soja); análises de raças do nematoide de cisto da soja (Heterodera glycines); identificação de espécies dos nematoides de galhas ( Meloidogyne spp.) por eletroforese, o que garante mais precisão nas análises. Avaliação da reação de cultivares e/ou linhagens aos principais nematoides (Meloidogyne incognita, M. javanica, Pratylenchus brachyurus, Heterodera glycines e Rotylenchulus reniformis). Realiza também avaliação da reação de cultivares e/ou linhagens para Cancro da haste e desenvolve e executa projetos de pesquisa.

 

O Laboratório de Sanidade foi implantado em 2001, o laboratório busca identificar a presença de fungos em sementes de diversas culturas. Oferece ainda suporte ao controle de qualidade das sementes, auxiliando na produtividade, prevenindo a entrada de patógenos em áreas indenes. Os testes realizados são detecção de Sclerotinia sclerotiorum e Colletotrichum truncatum em plântulas pelo método de incubação em rolo de papel, descrito na RAS, 2009. Detecção de fungos em sementes pelo método do papel filtro (“Blotter test”) RAS, 2009 e exame da suspensão de lavagem das sementes.

OUVIDORIA – Com a chegada internet no campo, a Aprosmat se apressou em desenvolver meios para a interação com o produtor e as empresas que comercializam sementes de soja associadas à APROSMAT. Pensando nessa interação unida a preocupação com a qualidade da semente comercializada pelos os seus associados, foi criado um canal de comunicação, a Ouvidoria, onde o sistema recebe reclamações, denúncias de sementes piratas ou feedback de como se deu a entrega da semente direto ao canal competente. Esta ferramenta oferece três meios de utilização, pelo telefone via 0800-580-0260, pelo WhatsApp (011) 970055-9331 e por aplicativo de smartphones que pode ser baixado na Google Play (Sistema Android) ou na AppStore para iPhone (iOS).

 

Gutemberg Carvalho Silveira – presidente da Aprosmat

Agropecuária é único setor da economia com crescimento na pandemia, diz IBGE

Resultado positivo foi puxado pelo bom desempenho da safra, como a da soja, no primeiro trimestre do ano
A agropecuária apresentou crescimento de 0,6% no primeiro trimestre de 2020 em comparação ao quarto trimestre de 2019, conforme dados divulgados nesta sexta-feira (29) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) sobre o Produto Interno Bruto (PIB) do país. O setor foi o único da atividade econômica nacional a crescer no período analisado.

Em relação a igual período do ano anterior, no caso primeiro trimestre, a agropecuária teve crescimento de 1,9%. “Este resultado pode ser explicado, principalmente, pelo desempenho de alguns produtos da lavoura com safra relevante no primeiro trimestre, como a soja, e pela produtividade, visível na estimativa de variação da quantidade produzida vis-à-vis a área plantada”, diz o IBGE. O PIB do país teve contração de 1,5% nos primeiros três meses do ano no comparativo com o quarto trimestre do ano passado.

A ministra Tereza Cristina (Agricultura, Pecuária e Abastecimento) tem destacado as ações adotadas pelo Mapa e demais órgãos do governo federal para garantir o abastecimento interno de alimentos, as exportações dos produtos agropecuários e o funcionamento sem interrupção da cadeia produtiva do agro durante a pandemia.

“Temos tido sucesso com isso porque, além da grande safra que foi colhida neste verão, temos tido a logística absolutamente normalizada. Portanto, além do abastecimento dos 212 milhões de brasileiros, também temos conseguido cumprir a nossa missão de provedores de alimentos do mundo”, disse a ministra, ao participar de balanço das ações de combate aos impactos do coronavírus no dia 26 deste mês, no Palácio do Planalto.

O Governo Federal tem atuado ainda na abertura de mercados para os produtos do agro brasileiro. Desde janeiro de 2019, foram mais de 60 mercados abertos para os mais diversos produtos, como castanha-de-baru para Coreia do Sul, melão para China (primeira fruta brasileira para o país asiático), gergelim para a Índia, castanha-do-Brasil (conhecida também por castanha-do-Pará) para Arábia Saudita e material genético. As exportações do agronegócio atingiram valor recorde em abril, ultrapassando pela primeira vez a barreira de US$ 10 bilhões no mês.

Soja e arroz

O crescimento registrado pela agropecuária pode ser atribuído a vários fatores. “O primeiro é o desempenho das lavouras e da pecuária, que têm obtido crescimento excepcional neste ano. O IBGE destaca o desempenho da produção de soja e do arroz, que têm apresentado elevado crescimento da produção. A produtividade foi também um fator relevante nesses resultados. Os resultados da Balança Comercial, publicados pelo Mapa, em março, mostraram que as vendas externas da agropecuária tiveram um crescimento de 17,5% pela média diária nos quatro primeiros meses do ano, comparando com igual período do ano anterior. Esse foi outro fator que impulsionou o crescimento”, analisa José Garcia Gasques, coordenador geral de Avaliação de Políticas da Informação do Mapa.

De acordo com coordenador, o crescimento do PIB agropecuário refletiu-se também sobre o saldo líquido de empregos formais gerados neste ano. As estatísticas do Caged mostram que houve um saldo (admissões menos desligamentos) de 10.032 contratações.

Alta em 2020

Apesar da pandemia do novo coronavírus, o PIB do setor agropecuário brasileiro deve ter alta de 2,5% em 2020. A previsão é do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), com base em dados do IBGE. Levando em conta a safra de grãos estimada pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a taxa deve chegar a 2,3%. Mesmo em um cenário com maior risco de impacto da Covid-19 na demanda por produtos agropecuários, os pesquisadores projetam aumento, em ritmo menor, de 1,3%.

Para a safra 2019/20, a estimativa para a produção de grãos é de 250,9 milhões de toneladas, volume 3,6% (8,8 milhões de toneladas) superior ao colhido em 2018/19, de acordo com o 8º Levantamento da Safra 2019/20 divulgado no último dia 12, pela Conab.

Sementes de soja ficaram mais caras, diz IMEA

Maiores preços da soja estão favorecendo as relações de troca neste momento

A atualização do custo de produção da soja de abril/20 para a safra 20/21 evidenciou que a elevação do dólar no período (9.05% na média de abril ante a março) refletiu nos preços dos insumos, de modo que os defensivos apresentaram alta de 0,82% e os macronutrientes, de 0,38%.

De acordo com IMEA, as sementes de soja também ficaram mais caras (4,70%), devido ao atual patamar nos preços da oleaginosa (grão) e à maior procura pelas sementes neste período. Com isso, o custo operacional para o mês de abril ficou estimado em R$3,513,84/ha, alta de 0,92% em relação ao mês anterior.

Vale ainda ressaltar, a relação entre o custo de insumos e o preço paradidade de exportação de mar/21, que está em 26,31 sc/ha, quanto no ano passado encontrava-se em 31,40 sc/ha (para a safra 19/20), mostrando que, apesar dos custos estarem mais elevados, os maiores preços da soja estão favorecendo as relações de troca neste momento.

Fonte: Agrolink

 

Senado aprova PL que prorroga dívidas de produtores rurais afetados pela pandemia

Substitutivo do senador Zequinha Marinho prevê prazo entre 1º de janeiro e 31 de dezembro deste ano

O plenário do Senado Federal aprovou nesta terça-feira (26/05) o projeto de lei 1543/2020, do senador Mecias de Jesus (Republicanos/RR), que autoriza a prorrogação de dívidas rurais pelo período mínimo de 12 meses, em decorrência da pandemia do coronavírus (Covid-19) enfrentada no país. A matéria segue agora para a análise da Câmara dos Deputados.

Senador Mecias de Jesus (Republicanos/RR)

O senador ressaltou que a prorrogação “é fundamental para socorrer os pequenos produtores rurais neste crítico momento social, econômico e político”. Na avaliação de Mecias, as consequências econômicas da pandemia têm “pressionado sobretudo os pequenos agricultores familiares e seus empreendimentos, que estão passando por forte apreensão e incerteza, por um lado, e por dificuldades financeiras, por outro, em decorrência da perda de renda e da manutenção das despesas assumidas, como de energia e dos financiamentos ao sistema produtivo”.

Senador Jayme Campos (DEM-MT). Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado

A proposta aprovada na forma do substitutivo recebeu 27 emendas, das quais, o relator, senador Zequinha Marinho (PSC-PA) acatou seis, de forma total ou parcial. Entre elas, a do senador Jayme Campos (DEM-MT) que prevê a apuração dos saldos devedores sem cômputo de multa, mora, encargos por inadimplemento ou honorários advocatícios. “A iniciativa é oportuna, precisa e fundamental para apoiar a agricultura familiar e os empreendimentos rurais de todo o país,” disse Marinho.

A medida contempla atividades que tiveram a comercialização e/ou distribuição prejudicada – exclusivamente de agricultores familiares e de empreendimentos familiares rurais, de que trata a Lei nº 11.326, de 24 de julho de 2006. O texto original tratava das operações de crédito rural com vencimentos exigíveis entre os dias 1º de março e 31 de dezembro de 2020. O substitutivo prevê o prazo entre 1º de janeiro e 31 de dezembro deste ano.

Diante da pandemia do novo coronavírus e em meio aos impactos gerados pela estiagem, em abril, após videoconferência entre membros da FPA, liderados pelo presidente Alceu Moreira (MDB-RS), com o ministro da Economia, Paulo Guedes, foram aprovadas pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) medidas econômicas para auxiliar o setor agropecuário e proteger o produtor rural, que agora terá a prorrogação das amortizações de financiamentos de custeio e de investimentos, vencidas e não pagas e vincendas até 15 de agosto de 2020, às taxas de juros originais da operação.

Série de seminários on-line de inovação mundial de sementes

Série de seminários on-line de inovação mundial de sementes: crescimento e mudança em Porto Rico

De Kyle Dratowany – Seed World

Desde meados da década de 80, Porto Rico tem servido como local de inverno para criadores de plantas e produtores de sementes. Seu clima quente e solos ricos ajudaram a acelerar o desenvolvimento de novos híbridos e variedades. O Illinois Crop Improvement começou com o cultivo híbrido de milho em um quarto de hectare. Ao atender aos requisitos de controle pós-controle da OCDE para milho híbrido, as informações eram inestimáveis ​​para os produtores de sementes, independentemente do mercado. A fazenda foi expandida para outras culturas híbridas e agora trabalha com mais de quinze tipos de culturas. Um dos papéis mais exclusivos da Illinois Crop foi na área de introgressão de características e viveiros contínuos. A Illinois Crop não possui sementes, genética ou características. Como terceiro, protege todos os tipos de direitos de propriedade intelectual, como hospedeiro de criadores de plantas, produtores de sementes e pesquisadores.

Durante esta sessão, você aprenderá:
Informações regulamentares para Porto Rico
Culturas e práticas de produção
Serviços e Assistência ao Cliente
Certificação de sementes e serviços fitossanitários
Superando desafios
Conheça nossos palestrantes do webinar:
Lizandro Perez , gerente da estação
Lizandro Perez é formado pela Universidade de Porto Rico em Mayagьez e é engenheiro agrônomo licenciado. Lizandro é gerente da estação há mais de 20 anos. Ele também trabalhou na Asgrow e atua na organização local da indústria de sementes, agora conhecida como PRABIA – Associação de Biotecnologia Agrícola de Porto Rico.

Doug Miller, CEO
Doug Miller é formado pela Eastern Illinois University e Kansas State University, com graduação em Botânica e Fitopatologia. Doug está na Illinois Crop há mais de 20 anos, atuando em várias funções antes de se tornar CEO em 2013. Doug trabalhou em estreita colaboração com desenvolvedores e licenciados e atualmente atua na Seed Science Foundation e como vice-presidente da AOSCA.

 

Seduc recebe a doação de máscaras

A Secretaria de Estado de Educação (Seduc) recebeu a doação de 50 máscaras que foram confeccionadas pelas irmãs Catequistas Franciscanas e ex-alunos da Escola Estadual Sagrado Coração de Jesus, localizada em Rondonópolis. Os materiais para confecção das máscaras foram doados pela Associação dos Produtores de Sementes de Mato Grosso (Aprosmat).

A ação beneficente partiu de um grupo de ex-alunos da escola, entre eles o presidente da Aprosmat, engenheiro agrônomo Gutemberg Carvalho, e Neuza Novaes da Rocha.

Conforme explica Neuza Rocha, todos os anos os ex-alunos se reúnem para arrecadar fundos para fazer a festa em comemoração ao aniversário da escola, que no último mês de abril completou 71 anos de existência. No entanto, este ano, a reunião não foi possível por conta da pandemia da Covid-19. Diante disso, eles resolveram fazer uma ação em prol da educação.

“A nossa festa foi realizada virtualmente e, como uma ação concreta, resolvemos viabilizar as máscaras de proteção e doar para professores de Rondonópolis e da Seduc”.

As 600 máscaras foram entregues para a assessoria pedagógica de Rondonópolis, que fará a distribuição das mesmas aos profissionais.

Neuza Rocha explica ainda que uma das prioridades foi entregar as 600 máscaras aos professores interinos, que estão aguardando o retorno das aulas para serem contratados.

“Estamos muito agradecidos por essa doação. São ações importantíssimas para a educação e para o Estado nesse momento tão difícil em que estamos vivenciando”, disse a secretária de Estado de Educação, Marioneide Kliemaschewsk.

Ao todo, o grupo de ex-alunos, juntamente com as irmãs franciscanas, já fizeram a doação de 2.700 máscaras para aldeias indígenas, sistema socioeducativo, Casa Esperança, Lar dos Idosos e Lar Cristão.

Ministra se reúne com a FPA para debater ações em prol do agro brasileiro

Tereza Cristina apresentou ações do governo federal para o momento e ouviu sugestões dos parlamentares para resguardar o setor agropecuário

Em reunião, por videoconferência, com membros da Frente Parlamentar Agropecuária (FPA), nesta segunda-feira (30), a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, informou sobre possíveis medidas em estudo pelo governo federal para o setor, em função das ações de controle do coronavírus. Entre elas a distribuição do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), em apoio aos pequenos produtores rurais.

A ministra informou também que Medidas Provisórias importantes para o agro brasileiro estão com processo adiantado, tanto para sanção presidencial como para votação no Congresso Nacional, como é o caso da MP 897/2019 – que facilita o crédito para produtores rurais endividados. “Em relação a MP 897/2019, já foram feitas notas técnicas para sanção. E os presidentes da Câmara e do Senado já sinalizaram que a Medida Provisória 903/2019 deve ser colocada em votação nesta semana, nas respectivas casas”, informou Tereza Cristina.

Preocupados com os problemas gerados com a pandemia de Covid-19, parlamentares membros da FPA dialogaram com a ministra Tereza Cristina sobre ações que possam amenizar a crise para o setor, em busca de garantias e condições de trabalho aos produtores rurais. Para o presidente da bancada, deputado Alceu Moreira (MDB-RS), “a agricultura é o setor que tem condição de dar resposta mais rápida no retorno da economia.” O deputado citou ainda que “a MP 897/2019 tem um conjunto de ferramentas que podem compor, inclusive, financiamentos para o setor agropecuário”.

Em seu segundo mandato como deputado federal, Luiz Nishimori (PL-PR) acredita ser necessário manter a serenidade para defender a agricultura neste momento delicado. O parlamentar sugeriu estender o benefício de R$ 600 apresentado pelo governo federal aos trabalhadores autônomos e informais, também aos produtores rurais. “Muitos são autônomos, como por exemplo os pescadores”.

Já o deputado federal Schiavinato (PP-PR), reforçou a necessidade de dar condições para o caminhoneiro trabalhar. O parlamentar afirmou que “a questão do pedágio tem dificultado a logística no Paraná”.

Outro tema abordado durante a reunião foi a Medida Provisória 905/2019, conhecida como MP do Contrato Verde Amarelo, que tem prazo para votação até 20 de abril. O deputado Christino Aureo (PP-RJ) – relator do projeto na Câmara – informou que já foi fechado o relatório. “Resolvemos pontos de conflito, como por exemplo a desoneração para o entregador”. O parlamentar entende que a aprovação da MP “representa um passo importante dentro da desoneração e uma oportunidade no momento pós-crise”. A ministra Tereza Cristina, por sua vez, informou que “irá reforçar a importância da MP 905/2019 aos membros do governo federal e líderes do Congresso Nacional.”

Ao fim, a ministra se disponibilizou a tratar das dificuldades existentes no setor agropecuário brasileiro com outras autoridades do governo federal, em busca de ações que possam assegurar o trabalho dos produtores rurais e o abastecimento de alimentos a todos os brasileiros.

Também participaram da reunião os deputados federais Evair de Melo (PP-ES), Domingos Sávio (PSDB-MG), Celso Maldaner (MDB-SC), Pedro Lupion (DEM-PR), Arnaldo Jardim (Cidadania-SP), Ronaldo Santini (PTB-RS), Paulo Bengtson (PTB-PA), Zé Silva (SD-MG), Sergio Souza (MDB-PR), Aline Sleutjes (PSL-PR), Lucas Redecker (PSDB-RS), Luísa Canziani (PTB-PR), Zé Mário (DEM-GO), Rogério Peninha (MDB-SC), Franco Cartafina (PP-MG), Dr. Leonardo (SD-MT), e os senadores Mecias de Jesus (Republicanos-RR), Soraya Thronicke (PSL-MS), Sérgio Petecão (PSD-AC) e Wellington Fagundes (PL-MT).